All content in this blog are under copyright and they are here for reference and information only. Administration of this blog does not receiveany material benefits and is not responsible for their content.

Monday, December 20, 2010

Judy Christenberry THE DOCTOR Delivers p.03

Três

Nick preencheu a receita dos antibióticos e voltava para o quarto de Liza quando percebeu um homem de pé na entrada do quarto.
- Com licença - disse ele sorrindo rapidamente. - Você está visitando a srta. Colton?
O homem se assustou e recuou do quarto, escondendo uma das mãos atrás de si. Em seguida, se virou e saiu correndo pelo corredor.
A primeira preocupação de Nick foi Liza. Entrou no quarto e viu sua paciente pálida e tremendo muito.
- Liza, o que houve?
- Aquele... aquele homem! - exclamou ofegante.
- Quer que eu o pare?
Ela fez rapidamente um gesto positivo com a cabeça. Seus olhos estavam repletos de pavor.
Nick enfiou os remédios no bolso, virou-se e correu para os elevadores. A mesa da enfermeira, disse:
- Chame a segurança. Peça que parem o homem que acabou de deixar este andar. Vestia jeans e camisa azul.
- Ele pegou as escadas - disse uma enfermeira com um telefone na mão.
Nick também o fez, descendo rapidamente. Entrou no lobby principal, mas apesar de vasculhar a área, em espe­cial a porta da frente, não viu o homem. Nick perguntou a um segurança, mas ninguém o havia visto.
- Quer que eu chame a polícia, dr. Hathaway? - per­guntou o guarda.
- Não, obrigado, Pete. Conversarei com minha pa­ciente. Acho que ela está deixando o hospital hoje mesmo.
- Qualquer coisa é só falar, doutor. Faremos o que de­sejar.
- Eu sei. Muito obrigado. - Nick pegou o elevador até o segundo piso e voltou para o quarto de Liza.
- Quem era aquele homem? - perguntou o médico ao entrar.
- Eu... eu não sei - sussurrou ela sem olhar para ele.
- Acho que sabe sim. Gostaria de saber se a polícia precisa ser acionada.
Ele tentou manter contato visual com ela, mas ela o evitou. Em vez disso, Liza mordeu o lábio e os seus olhos se encheram de medo. Ele se achou no direito de intervir, no mínimo pela saúde dela. O que quer que fosse que a estava incomodando, a impedia de comer e dormir.
Para ele, isso parecia muito sério.
- Ele ameaçou você?
Liza concordou balançando a cabeça.
- O que ele falou?
- Onde está Emily? - repetiu ela, obviamente imitan­do o homem. Em seguida começou a chorar.
Sem ao menos pensar, Nick foi até Liza e a abraçou. Quando ela começou a se acalmar, ele perguntou:
- Ele disse mais algum coisa? Liza fez um gesto negativo.
- Detesto ter de lhe dizer isso, mas "Onde está Emi­ly?" não é uma ameaça.
Chorando, ela se acomodou nos braços dele.
- Ele tinha uma faca.
- Tudo bem, então quem é Emily?
Liza se enrijeceu e tentou se afastar.
- Ei, onde pensa que vai?
- Preciso ir embora - disse ela, sem olhá-lo nos olhos.
- Para onde?
- De volta para o hotel.
- Não sei se isso é seguro. E se o homem lhe encon­trar lá?
Liza arregalou os olhos ao pensar no que ele disse.
- Eu... eu não creio que ele voltará - sussurrou ela.
- Por que você vai ligar para a polícia? Liza cobriu o rosto com as mãos.
- Eu não sei o que fazer - disse ela.
- Você precisa ficar calma Liza, se é que quer melho­rar. Tem que voltar a comer e dormir. Isso é o mais impor­tante.
Liza balançou a cabeça.
- Emily é... digo, deixa para lá... preciso ir para o hotel.
Nick suspirou. Talvez ela estivesse fraca por ficar tan­to tempo sem comer e dormir e isso prejudicasse seu raci­ocínio, mas era a mulher mais teimosa que eleja conhece­ra em toda a vida.
- Tudo bem, eu levo você até o hotel, se quiser. Daí você liga para a polícia.
- Talvez eu devesse mesmo - disse ela suspirando. Então olhou para ele de novo. - Você promete guardar segredo sobre tudo o que ouvir?
- Prometo - disse ele.
Logo que o dr. Hathaway a levou ao quarto do hotel, disse que tomasse banho enquanto ele ligava para a polí­cia.
- Peça por um policial à paisana, por favor - pediu ela com a voz trêmula. - Não quero que ninguém do hotel fique imaginando coisas.
Ele concordou.
Como até agora ele havia feito tudo da maneira como ela pedia, então Liza decidiu confiar nele. Além disso, um banho e roupas limpas eram necessários antes que ela fa­lasse com alguém.
Mas ela achou que devesse denunciar o homem para a polícia porque suspeitava que ele estivesse conectado com o desaparecimento de Emily. Tio Joe lhe dissera para não falar com ninguém, mas ela achou que ele concordaria que ela falasse com a polícia de Saratoga Springs. Eles podiam contactar a polícia de Prosperinos, na Califórnia, onde ficava a mansão do tio.
Quinze minutos depois, ela estava exausta, mas limpa. Vestia calça preta e um suéter verde e tinha os cabelos molhados. Pôs musse e ajeitou-os. Em seguida, foi para a sala da suíte.
O dr. Hathaway ficou de pé quando ela entrou e pela primeira vez notou dois outros cavalheiros na sala. Eles também ficaram de pé. Pelo menos a polícia aqui era rápi­da no gatilho.
- Liza Colton - disse o doutor, segurando no braço de Liza quando ela se aproximou -, estes cavalheiros são John Ramsey e Bill Wilson, detetives do Departamento de Po­lícia de Saratoga Springs.
O médico parecia perceber que ela se sentia fraca. Conduzindo-a até uma cadeira, gesticulou aos detetives para que se sentassem novamente. Em seguida, apressou-se para atender à batida na porta.
Liza ficou tensa, imaginando se o estranho com a faca do hospital a havia seguido até ali. Um garçom entrou empurrando um carrinho. O médico deu a ele alguns tro­cados e conduziu-o até à porta.
- Eu pedi café - disse aos detetives - e uns tira-gostos. A srta. Colton está fraca e precisa comer. Esta é a primeira vez que está de pé um bom tempo.
- Eu gostaria de uma xícara de café - disse um dos detetives antes de se dirigir a Liza. - Você pode me dizer qual é o problema, srta. Colton?
Liza passou a língua nos lábios, com medo do que ia dizer. Olhou para o médico mais uma vez e ele fez um gesto positivo de apoio.
- Minha... prima foi seqüestrada há algumas semanas. Pelo menos é isso que dizia o bilhete dos seqüestradores.
Os homens se entreolharam.
- Qual o nome da sua prima? - perguntou um deles.
- Emily Blair Colton. - Liza percebeu os olhos do médico se estreitando, quando ele reconheceu o nome. Ela continuou: - Joe Colton é meu tio. É um ex-senador da Califórnia. - Ela sabia que o nome dele seria muito mais facilmente reconhecido do que o de Emily. O homem era multimilionário e politicamente atuante.
- E o homem de hoje? O doutor disse que lhe ameaçou.
- Não exatamente. Ele me assustou pela maneira como olhou para mim, como se fosse me machucar, mas tudo o que fez foi perguntar por Emily. - Antes que o detetive pudesse falar, ela completou: - Sei que isso não é ameaça - olhou para o médico -, mas de alguma maneira acho que ele está conectado com o seqüestro de minha prima.
- Você pode estar certa. Pode descrevê-lo?
- Sim.
- Se eu puder usar o telefone, ligarei para a delegacia para saber se há alguma informação sobre o seqüestro e para pedir que o desenhista venha até aqui.
Quando ela concordou, o detetive Ramsey se levantou e foi na direção do telefone.
O dr. Hathaway pôs na frente dela um copo de leite e um prato de granola.
- A ajudaremos a comer esses biscoitos - disse ele sorrindo -, mas você tem que comer alguns, está bem?
- Acabei de tomar café-da-manhã - Liza protestou.
- Isso foi há várias horas e ambos sabemos que você está em débito no que diz respeito à nutrição.
Ela enrubesceu, consciente do olhar atento do outro detetive. Liza certamente não queria explicar nada para estranhos. Incluindo o fato de ter falado com Emily de­pois da escapada e de pensar que a prima estava tentando contactá-la.
Ela tossiu e olhou para o médico. E se ele mencionasse a mensagem da sra. Tremble?
- O quê? - perguntou ele, ajoelhando-se ao lado da cadeira para tocar na testa dela. - Sua garganta dói?
- Ah, sim, um pouco. Nick estalou os dedos.
- Eu me esqueci de lhe dar os antibióticos. - Levan­tou-se e puxou um pote de pílulas do bolso. - Aqui está, tome uma de manhã e outra à noite.
O detetive Ramsey voltou ao sofá.
- O desenhista estará aqui em 15 minutos. Agora, srta. Colton, o seqüestro está nas mãos do FBI. O superinten­dente ficou surpreso por alguém ali saber sobre isso.
Ela fez um gesto positivo com a cabeça.
Depois de uma pequena pausa, o detetive continuou:
- O que o fez pensar que alguém que estivesse envol­vido no seqüestro viria até aqui para lhe perguntar sobre a srta. Colton?
Liza estava levando o copo até a boca, mas quando ouviu aquilo, derramou o leite na mesa.
O dr. Hathaway rapidamente segurou a mão dela e a ajudou a tomar a bebida. Isso deu tempo para ela pensar numa resposta.
- Obrigada - disse suavemente. Liza usou o guardanapo para limpar o líquido derramado. - Sinto muito, cava­lheiros. Estou um pouco fraca hoje. Para responder à sua indagação: Emily e eu somos muito próximas, quase como irmãs. Acho que se ela escapasse de quem quer que seja que a tivesse em cativeiro, seria esperado que viesse até mim.
- E você hão a viu ou falou com ela? - perguntou o detetive Wilson. Ambos os detetives olharam para ela.
Apesar da tentação de olhar para o médico, Liza enca­rou os dois e disse:
- Não. Não a vi nem falei com ela. Mas gostaria que isso tivesse acontecido.
- Claro, senhorita - disse Ramsey. - Mas você tem alguma idéia de onde ela possa ir, caso escape dos seqües­tradores?
- Não - disse ela, balançando a cabeça. - Mas isso é um bom sinal, não é? Digo, se os bandidos estão procu­rando por ela, significa que Emily não está com eles, não é mesmo?
Os dois detetives se entreolharam. Em seguida, Ramsey disse:
- O resgate foi pago ontem, sra. Colton. Eles não pe­garam o homem que apanhou o dinheiro e sua prima não foi encontrada.
- Talvez o homem que você viu hoje fosse o namora­do dela - sugeriu o outro detetive.
- Não! Ele era... tinha cerca de 40 anos e era feio. - O médico ergueu uma sobrancelha e ela disse: - Quero di­zer, não era feio de se olhar, mas... mau. - Ela engoliu e esfregou a garganta. Em seguida sussurrou: - Emily só tem 19 anos. Ela é tão doce, tão delicada. Ela não teria nada em comum com esse homem.
O médico se levantou e sentou-se no braço da poltrona.
- Recoste e respire fundo, Liza. Você está ficando ten­sa de novo. E não fale tanto.
Ela fez como ele pediu e fechou os olhos. A proximi­dade dele a ajudou a respirar fundo. Era estranha a rapi­dez com que passou a precisar dele.
- Tentaremos finalizar logo isso, sita. Colton. Averi­guamos as mensagens que recebeu aqui. Uma de sua mãe e outra de uma sra. Tremble. Pode me dizer o que elas queriam?
Nick sentiu a tensão aumentar nela novamente. Logo disse:
- Se me permitem explicar, detetives, falei com a mãe dela na noite passada depois que ela deixou a mensagem aqui. A mãe é também sua empresária e estava preocupa­da com os compromissos. Ninguém mencionou a prima.
- E a sra. Tremble?
- Não sei quem é essa mulher, mas posso lhe assegu­rar que Liza não falou com ela. Ela passou a noite no hos­pital e não recebeu telefonema algum. Estou com ela des­de então.
- Srta. Colton, se pudesse apenas...
- Empregada - disse ela com a voz rouca.
- E você retornou a ligação? - perguntou Ramsey. Liza balançou a cabeça e apontou para a garganta.
- Oh, sim. Além disso, ela disse que ligaria hoje, não é mesmo?
Liza fez que sim com a cabeça mas não tentou falar.
- Acabaram-se as perguntas, cavalheiros? - interveio Nick. - Gostaria de economizar a voz dela para quando o desenhista chegar.
- Sim, claro. O que houve com a garganta da srta. Colton?
Nick olhou para Liza, sabendo que podia se recusar a falar, mas temia que isso pudesse despertar suspeitas nos detetives. E ele se dera conta de que Liza estava escon­dendo algo.
- É uma combinação de exaustão com uma pequena infecção. Parece que ela parou de comer e dormir com a notícia do desaparecimento da prima. Tem estado muito preocupada. Nessas condições, o corpo entra em colapso rapidamente.
Uma batida na porta sinalizou a chegada do desenhis­ta. Nick abriu a porta e o convidou a entrar. Os dois dete­tives, depois de cumprimentar o homem, pegaram suas xícaras e foram para a janela conversar em particular.
Nick voltou para o braço da poltrona de Liza. O sorri­so caloroso dela esquentou o coração do médico. Ela o queria por perto. Esticou-se para pegar o copo de leite.
- Tome mais um pouco antes de começar a falar - su­geriu a ela.
Liza pegou o copo e tomou um longo gole. Em segui­da cumprimentou o desenhista.
Com perguntas suaves, mas objetivas, o artista extraiu as informações de Liza para compor o retrato falado. Nick ajudou, pois também vira o homem. Quando o desenhista terminou e mostrou o desenho, Nick e Liza concordaram que tinha ficado muito parecido com o homem.
Os detetives voltaram e olharam para o retrato falado.
- Você o reconhece? - perguntou Liza, olhando para a imagem com os olhos repletos de medo. O desenho estava perfeito: um homem grande e forte com cabelos pretos.
Nick pegou na mão dela, trazendo-a até sua coxa.
- Descanse, Liza. Sua garganta parece pior agora.
- Não, senhorita, mas ele parece um sujeito durão, tal­vez um ex-lutador fora de forma. Ele seria muito fácil de ser encontrado aqui em Saratoga Springs. Veremos se con­seguimos um rastro dele. Suspeito que tenha subornado algum funcionário do hotel para lhe dizer sobre seu para­deiro. O médico disse que falou apenas com o hotel e com o pessoal do Music Hall e os avisou para não dizer a nin­guém onde você estava.
Liza balançou a cabeça.
Enviaram o desenhista de volta para a delegacia e pe­diram a ele que só mostrasse o desenho para o chefe de polícia.
Depois que ele foi embora, Ramsey voltou a se sentar no sofá.
- Agora, srta. Colton, quais são os seus planos? Está deixando a cidade?
O olhar perdido de Liza incomodou Nick. Ele queria abraçá-la e prometer que a manteria em segurança. Que pensamento ridículo! Ele não tinha nada a ver com Liza Colton, uma cantora popular. Ela, provavelmente, pode­ria contar com centenas de pessoas para mantê-la em se­gurança.
Como a mãe?, imaginou ele. Aquela mulher não per­deria um segundo sequer se preocupando com a própria filha!
- Eu... não sei. Doutor... Nick tomou partido.
- Minha paciente ainda não está em condições de via­jar. Ficará na cidade por mais um ou dois dias, posso lhes assegurar. Mas avisaremos quando ela estiver pronta para voltar a Nova York.
- Você tem onde ficar aqui? - perguntou o detetive.
Ela fez que sim com a cabeça e disse:
- Um apartamento.
- É lá onde está a sra. Tremble?
Nick sentiu Liza ficar tensa novamente. O nome Trem­ble a deixara assim da outra vez.
- Califórnia - sussurrou Liza.
- Bem, se nos der um número para o qual possamos ligar quando você voltar para Nova York, a manteremos informada sobre o que viermos a descobrir - disse Ram­sey. Ele ficou de pé. -Agora já vamos, assim poderá des­cansar. - Começou a caminhar na direção da porta e pa­rou, olhando para Nick. - Você vai ficar com ela? Não creio que o homem volte, mas...
Nick o interrompeu ao notar que Liza estava ficando tensa mais uma vez.
- Ficarei com ela.
- Obrigado, doutor. Telefone se algo acontecer.
- Claro - disse o médico. Assim que fechou a porta, olhou para sua paciente.
Nick tinha algumas perguntinhas para ela. Mas a exaus­tão no rosto dela o impediu.
- Hora de descansar, mocinha.
Ela abriu os olhos e o fitou preocupada.
- Não se preocupe, ficarei aqui com você. Está pas­sando um torneio de golfe na TV e você tem um aparelho enorme aqui.
- Eu... agradeço. Eu não deveria estar cansada, mas estou.
- Quer que eu lhe carregue até a cama? - perguntou ele.
- Não! - disse ela engasgando. Ela se levantou da pol­trona e cambaleou.
Nick precisou segurá-la.
- Tudo bem, pegue no meu braço e caminharemos jun­tos até a cama.
Ela pôs a mão no braço dele. Nick adorava estar perto do calor do corpo dela, adorava o fato de Liza depender dele. Você está sendo tolo, pensou. Logo que ela ficar boa vai se concentrar na carreira e não precisará mais de você.
Mas precisava dele agora.
Liza dormiu logo que sua cabeça tocou o travesseiro, confortada pelas palavras do médico. Ele ficaria atento até que ela acordasse.
Cinco horas depois, ela se mexeu, incerta do que a ha­via acordado. O sol do fim da tarde penetrava no quarto pela fresta da cortina. Será que tinha sido isso que a inco­modara? Ou será que fora um barulho?
Imediatamente sentiu medo. Onde estava o médico? Será que o homem estranho retornara? Ou talvez o telefo­ne tocara. Talvez Emily tenha ligado...
Liza se sentou na cama, ainda cansada, porém mais alerta.
- Dr. Hathaway? - chamou e esperou ansiosamente por ele. Ficou aliviada quando o viu e olhou para o reló­gio. Passava pouco das 16h. Ela teria que pagar uma for­tuna pelo tratamento intensivo.
- Como está se sentindo? - perguntou o médico, sor­rindo.
Nick era um homem muito bonito. Seria muito bom tê-lo por perto, Liza pensou.
- Bem. Alguém ligou?
- Não. Oh, perdão. Sua mãe telefonou, mas não quis falar comigo. - Ele sorriu como um menino que acabara de fazer um truque de mágica. - Ela desligou na minha cara.
Liza não pôde deixar de sorrir. Fazer sua mãe desapa­recer seria mesmo um truque de mágica. Cynthia normal­mente viajava com Liza, mas como estava negociando uma performance em um programa de auditório em Chicago, deixou a filha em Saratoga Springs.
- Mais alguém?
- Não. Eu não acordei você para o almoço. Está com fome? - perguntou, observando-a.
Ela riu. Sua voz continuava rouca e trêmula.
- Acho que você só sabe me encher de comida.
- Bem, até agora ainda não tive tanto sucesso. Você perdeu o almoço. Por que não põe uma calça para irmos ao restaurante lá embaixo.
Não! Quer dizer, preciso estar aqui, caso alguém ligue - sussurrou, evitando olhar nos olhos dele.
Nick foi até a cama e se sentou ao lado dela, da mesma forma como fizera no hospital.
- Antes de tomarmos qualquer decisão sobre o jantar, gostaria que você me respondesse algo.
Ela devia isso a ele. Com um gesto positivo, mas hesi­tante, ela o observou.
- Quem é a sra. Tremble?

No comments: