Doze
Durante os dias seguintes, contanto que Liza vivesse um dia de cada vez, nunca estivera tão feliz.
Seus dias foram preenchidos ajudando Bonnie com os afazeres de casa e escrevendo música. Suas noites foram preenchidas com Nick. A única coisa que a preocupava era Emily. Ela telefonaria no domingo de novo e Liza tinha um problema.
Precisava se preparar para a partida, pois não sabia quanto tempo mais podia ficar na casa de Nick. Ela ligou até para o detetive Ramsey para saber se tinha notícias do homem que invadira seu apartamento, mas o homem desaparecera.
Quando tivesse de partir, não sabia se podia voltar ao apartamento. Ainda assim precisava de um número para quando Emily telefonasse.
E não queria ter essa conversa na frente de Nick.
Então planejou diversas formas de receber o telefonema de Emily sem ninguém por perto, mas até agora, não tinha chegado a nenhum plano realmente bom.
Havia muitas coisas que queria dizer a Emily. As duas sempre compartilharam intimidades. Emily conhecia as limitações físicas de Liza. Certamente, ia querer saber se Nick sabia e se Liza contara a ele o que sentia. Liza não queria discutir esse assunto. Mas Liza queria contar a Emily o que sentia quando estava com ele.
Quando o telefone tocou no domingo de manhã, por volta de 11h30, ela estava na cozinha, ajudando Bonnie a preparar o almoço. Bonnie atendeu o telefone e o passou para Liza. Ela ficou sem jeito de pedir para atender ao telefonema na sala e então precisava ter cuidado com o que falava.
- Liza, tudo bem? - perguntou Emily, depois de se cumprimentarem.
- Claro.
- Bem, você soa desconfortável. Tem alguém aí?
- Sim. - Deveria ter sabido que Emily entenderia.
- Mas você está bem?
- Por enquanto, mas... as coisas mudam.
- Está falando sobre mudar para outro lugar? Como vou encontrar você?
- Em casa.
- O apartamento em Nova York ou na Califórnia?
- No primeiro - disse Liza com cautela.
- Vai estar segura lá? E aquele homem horrível? Não vai lhe encontrar? Não vá para o apartamento, Liza - pediu Emily. - Não dá para você se disfarçar e ficar em um hotel de Nova York com um nome diferente?
Liza tentou uma forma de explicar a dificuldade para a prima.
- Mas não posso lhe telefonar?
- Oh. Você não sabe o número para me dar, não é? Tudo bem, estou usando outro nome, Emma Logan. Ligue para o Café Mi-T-Fine, em Keyhole. - E lhe deu o número, antes de dizer: - Peça pelo nome que lhe dei. E então lhe telefonarei mais tarde quando sair do trabalho.
- Tem certeza que você vai estar segura? - perguntou Liza, pois não queria complicar a vida da prima.
- Não, não tem problema.
- Você pensou sobre Rand?
- Sim, mas não estou pronta para fazer isso.
- Mas, Em, eu acho mesmo que...
- Não posso, Liza, de verdade. Tem notícias de papai? Ele ainda está bem?
- Até onde eu sei, sim. Não fiquei sabendo de mais nada. Nem ao menos chequei minha secretária eletrônica, pois não queria deixar o número daqui no identificador de chamadas.
- Oh, não pensei nisso - disse Emily.
- Olha, vou descobrir uma forma de checar antes de você ligar de novo. Quando me liga?
- Devo ligar para esse número até que você me diga o contrário?
- Sim. Próxima quarta?
- Tudo' bem, mas vai ter que ser por volta dessa mesma hora. Estou no turno da noite durante a semana.
- Tudo bem. Estarei aqui e tentarei pegar todas as informações que puder. Cuide-se Emily.
- Você também, principalmente se sair daí, Tem certeza que não pode ficar aí?
- Não sei.
- Você está me preocupando, Liza. O médico está sendo difícil? Digo, ele não está batendo em você, está?
Liza quase caiu no riso. Era mais fácil ela estar batendo nele. Mas o amava, e esta era a razão de não poder ficar. - Não, ele é bom. E o seu xerife?
- Doce, mas tímido, não estou tendo problemas. Preciso ir. Tenho coisas a fazer antes de ir trabalhar, mas telefono na quarta. Cuide-se.
- Você também - disse Liza, desejando poder ver a prima em pessoa. Desligou um pouco triste e assustada. Desde que Nick a acolhera, não se sentia assim, mas o fato de ter que partir a lembrava que o mundo era um lugar assustador.
- Você está bem? - perguntou Bonnie.
Liza se virou e viu a empregada a observá-la, com um olhar preocupado.
- Sim, estou bem.
- Acho que tenho uma resposta para um dos seus problemas. Não que eu estivesse bisbilhotando a conversa, mas você mencionou não poder ligar para o seu apartamento. Você podia pedir para Nick ligar e pegar as mensagens do consultório. Seria normal o médico telefonar para saber notícias suas. Ninguém acharia nada de mais.
Liza ficou feliz por não ter atendido o telefonema em particular, pois a solução de Bonnie foi perfeita.
- Que ótimo, Bonnie. Vou pedir a Nick logo que ele chegar da igreja.
- Acho que não vai ter problema - disse Bonnie sorrindo. - Se você pedir para ele cruzar o oceano a nado, acho que ele o faria no ato.
Liza segurou as lágrimas repentinas.
- Oh, eu jamais pediria tal coisa - disse. Nem ao menos insistiria em me casar com ele por não poder dar-lhe filhos.
Nick, obviamente, dispôs-se a pegar as mensagens. Sugeriu até que fossem ao consultório depois do almoço. Liza ficou empolgada com a idéia de sair um pouco, mas ficou preocupada com a segurança.
- Tem certeza que será seguro?
- Nos fins de semana não há ninguém por perto. Assim poderá ouvir as mensagens sozinha. Mas só para se assegurar, ponha um chapéu ou algo assim.
- Bonnie, você tem um chapéu para me emprestar?
- Melhor que isso, tenho uma peruca loura que você pode usar - disse a empregada, sorrindo para Liza. - Usei-a numa festa à fantasia há muitos anos. Nem sei porque a guardei, mas ainda a tenho no sótão.
- Maravilha. Estou empolgada por poder sair um pouco. Adoro passear de carro.
- Claro - disse Bonnie. - Eu também ficaria se não pudesse ir ao supermercado, quanto mais ir ao cinema e às compras.
- Não vamos fazer nada disso, Liza. Vamos apenas ao consultório.
- Eu sei. Mesmo assim agradeço.
Uma hora depois ela se acomodou no banco do carona do Mercedes de Nick, usando a peruca de Bonnie.
- Como está Emily? - perguntou ele ao sair com o carro.
- Oh, bem. Parece confortável.
- Sem problemas? Bonnie achou que talvez você estivesse triste com algo. Disse que você parecia nervosa.
Liza não queria mentir para Nick, mas não teve escolha.
- Estou preocupada com ela. Esconder-se por um longo tempo é diferente de se esconder por alguns dias. Tenho medo que o homem enfim a encontre.
- Humm. O detetive Ramsey disse que o homem que foi ao hospital nunca mais foi visto.
- Sim. Mas ele acha que toda essa confusão é por dinheiro - disse Liza com um ar sombrio. Uma diferença de opinião comparada com as idéias de Emily.
- Então você acha que ele ainda está atrás de Emily?
- Acho.
Nick franziu a testa e ficou calado ao estacionar o carro no estacionamento do prédio.
- Espere aqui que vou destrancar a porta. Em seguida venha depressa. - Ele não esperou que ela concordasse, deduzindo que ela fosse fazer o que ele havia pedido.
E assim o fez. Ele era um pouco autoritário, mas, nesse caso, estava certo. Quando abriu a porta, ela correu à luz do sol até a entrada escura. Em seguida, Nick destrancou o consultório.
Ela se jogou numa cadeira em frente à mesa dele e pegou o telefone. Ele deu a ela um bloco de notas e caneta.
Com os dedos trêmulos, discou o número do apartamento. Ela ficava nervosa em contactar o mundo externo, longe da proteção de Nick. O que aconteceria a ela quando tivesse de partir?
Os primeiros cinco telefonemas foram de sua mãe. Com a voz irritada, exigia que Liza ligasse para ela e que voltasse à turnê. Em seguida, um telefonema de tio Joe, preocupado com ela e Emily. Seus olhos se encheram de lágrimas e Nick pegou em sua mão.
- Está bem?
Liza fez que sim com a cabeça. A próxima mensagem era do homem que invadira o apartamento, ameaçando-a. Arregalou os olhos assustada.
- É ele!
- Quem? - perguntou Nick.
- Aquele homem! Aquele que... Nick ligou o viva-voz:
- Vou encontrar você sua vadia, vai ter o que merece, você e a priminha. Comece a rezar que o Dia do Juízo Final está próximo!
Liza fechou os olhos, tremendo. Havia apenas outras duas mensagens de sua mãe. Quando desligou, Nick pegou o fone.
- Precisamos informar o detetive Ramsey sobre esse telefonema.
- Mas, Nick, com isso fica... fica claro que ele não está com Emily e que o que ele quer mesmo é nos matar.
- Eu sei. Ramsey precisa saber o que está acontecendo, querida. Precisamos ligar para ele.
Liza finalmente concordou. Não sabia como o detetive reagiria, mas Nick estava certo. Tinham de dizer a ele.
Ramsey não estava trabalhando, mas quando Nick explicou a razão de estar ligando, o recepcionista se propôs a ligar para a casa do detetive e pedir que ele ligasse para Nick.
Liza ficou de pé e foi até a janela, de costas para Nick. Ele desligou o telefone e foi até ela.
- Você está bem?
- Sim, claro. Só preocupada. O telefone tocou.
Nick explicou a situação para o detetive que prometeu estar no consultório em dez minutos. Nick o orientou que entrasse pela parte de trás do prédio.
Quando o detetive chegou, Liza mostrou as mensagens, dessa vez no viva-voz. Quando Ramsey ouviu a mensagem do homem, pediu para ouvir de novo.
E então olhou para Liza.
- Ele quer matar vocês duas. Não menciona o resgate.
- Você disse que ele já recebeu o resgate.
- Desde quando você sabe que a intenção dele é matar, srta. Colton, pois não acho que tenha mencionado isso antes.
O detetive olhava para ela de cara feia e Nick ficou ao lado dela, fazendo-a se sentir melhor.
- Eu não tinha certeza, mas se foi idéia de... alguém da família, não fazia sentido. Tio Joe é generoso e tem muito dinheiro.
- Acho que eu deveria ter desconfiado antes, quando cozinheira foi morta.
Liza o fitou.
- Você tem os detalhes da morte dela?
- Foi atropelamento. O motorista não parou.
- Eles têm uma descrição do carro? Estava no nome de quem? - perguntou Nick.
- Era roubado. O registro de ocorrência foi feito meia hora antes do acidente e o carro foi encontrado a poucos quilômetros do local. Sem digitais - completou.
O detetive andou de um lado para o outro por vários minutos e Liza permaneceu sentada, em silêncio. Mas Nick tinha uma pergunta.
- Não houve pistas quando o resgate foi pago?
- Não, nenhuma. O rapaz escapou sem ser visto. Os federais tinham certeza de ter tudo sob controle. Não houve mais contato e não se sabe da sua prima. Na verdade, essa é a primeira indicação que ela pode estar viva.
- O dinheiro não foi marcado de alguma maneira? Já gastaram alguma coisa? - perguntou Nick.
- Foi - disse Ramsey. - Está tudo marcado.
- Ele não saberá disso? - perguntou Liza. O detetive deu de ombros.
- Depende do quanto ele for inteligente.
Liza permaneceu sentada com os olhos cheios de lágrimas. Ela esperava que o dinheiro do resgate trouxesse alguma pista, para que o pesadelo, enfim, acabasse.
- Eles não podem interrogar a srta. Colton? - perguntou Nick.
- Sobre a história bizarra de sua sobrinha? - o detetive olhou para Liza. - Sinto muito, não quis insultar. Mas o FBI não quer os Colton contra eles. No momento, o sr. Colton está sendo muito cooperativo, mas com uma história dessas a coisa pode mudar de figura. Ao menos que você tenha alguma prova que sua tia esteja envolvida.
Ela balançou a cabeça.
- Então, bem, que pena o bandido não ter incriminado a sra. Colton na secretária eletrônica. Isso teria feito diferença.
Nick ficou de pé, deduzindo que â reunião estivesse acabado.
- Obrigado por vir, detetive. Achamos que você deveria ouvir a mensagem.
- Isso mesmo. Srta. Colton, se importaria se eu copiasse a mensagem? Se me der o número e a senha para pegar as mensagens, posso fazer isso na delegacia.
Liza não via razão para não fazê-lo. O detetive partiu, provavelmente para a delegacia, deixando Nick e Liza a sós.
Nick se aproximou dela, sentou-se no braço da poltrona e jogou o braço em volta do ombro da moça.
- Sinto muito, querida. Estava torcendo para que a mensagem levasse à prova que resolveria tudo.
- Eu também - murmurou, segurando as lágrimas. -Quero que isso se resolva e que Emily possa voltar para casa em segurança.
- Sim... mas não quero que você vá embora - sussurrou o médico antes de os seus lábios tocarem os dela.
Liza também não queria partir. Mas precisava. E isso não tinha nada a ver com o homem no telefone. Só Nick não sabia disso.
Meredith não pôde escapar da presença de Joe e do FBI até tarde da noite, quando supostamente se recolheu para dormir. Pelo menos o idiota escapou sem ser capturado.
Estacionou o carro próximo ao botequim onde marcara o encontro com Silas. Levou tempo para os seus olhos se ajustarem à escuridão e à fumaça do lugar, mas encontrou Silas exatamente onde dissera a ele para estar. A mesa de trás, o mais longe da luz possível.
Não perdeu tempo com cumprimentos.
- Onde está o dinheiro?
- Na mochila. - Empurrou o embrulho pesado sobre a mesa, olhando para a mochila como se estivesse prestes a desaparecer.
Meredith a empurrou para o assento ao lado, próximo à parede. Em poucos minutos se deu conta de que havia sido enganada.
- Estas notas têm números em seqüência.
- E daí? São tão boas quanto as outras.
- Seu idiota! Você não sabe que estas notas não podem ser usadas? Eles nos descobrirão tão logo elas apareçam. - Droga, ela esperava pelo menos conseguir um alívio financeiro desse fiasco.
- Mas eu tenho planos! - protestou Silas, com a voz alta.
- Mantenha a voz baixa, idiota! Se você conseguir completar o serviço, talvez eu lhe pague - resmungou a mulher. - Quando vai se livrar dela?
- Aquela vadia sabe se esconder. Agora que você tem todo este dinheiro, pode me pagar melhor. Persegui-la sai caro.
- Você não me ouviu? Este dinheiro é inútil. Posso lhe dar cinco mil, mas... - Parou quando ele esticou a mão na direção da mochila, como se pretendesse pegar os cinco mil de lá. - Não, seu idiota! Não podemos gastar este dinheiro, vou ter que usar outro. A menos que queira ir preso para sempre.
- Preciso de mais dinheiro - disse Silas.
- Vou lhe dar, mas não deste. Será que nada pode dar certo para mim? - reclamou. Mas não desistia fácil. Iria se livrar de Emily e de Liza, se preciso, mesmo se fosse a última coisa a fazer na vida.
Na semana seguinte, Liza usou a peruca loura diversas vezes para ir ao supermercado com Bonnie e uma vez ao shopping. A descoberta de que não haveria uma solução rápida para os seus problemas tornava difícil para ela continuar escondida. Quando encontravam alguém conhecido, Bonnie dizia que Liza era uma sobrinha que viera lhe visitar.
Mas não falaram nada para Nick.
Na quarta-feira, Emily telefonou e Liza contou sobre o telefonema e a conversa com o detetive Ramsey. Nenhuma das duas gostou muito. Em seguida, Emily perguntou por quanto tempo Liza ficaria na casa do médico, mas ela não pôde responder.
Queria ficar pelo maior tempo possível. Seria muito doloroso ter que partir. Então, por que não desfrutar de cada minuto ali?
Nick continuava tão amável como sempre. E não forçou o assunto sobre filhos. Ele parecia ter adotado a atitude de Liza: um dia de cada vez.
Liza estava tão feliz quanto podia, dada as circunstâncias. Preocupava-se com Emily, claro, mas esbaldava-se com o amor de Nick e desfrutava das saídas com Bonnie. Preferia que as coisas continuassem assim por um bom tempo.
Entretanto, na quinta-feira, foi até o supermercado com Bonnie e tudo mudou. Uma das amigas de Bonnie a interrompeu para uma conversa, enquanto Liza olhava umas revistas.
- Você não conhece alguém precisando de um trabalho temporário? - perguntou a mulher.
- Que tipo de trabalho? - perguntou Bonnie.
- Bem, você sabe que minha filha gerencia uma creche para os funcionários do hospital. Parece que há uma epidemia de gripe e metade da equipe ficou doente. Amanhã vou até lá ajudar, mas ainda assim ela precisará de mais auxílio.
Os ouvidos de Liza se aguçaram. Amava crianças, apesar de não poder tê-las. Por que não passar um ou dois dias trabalhando no hospital? Com a peruca loura, ninguém parecia reconhecê-la.
- Tia Bonnie, eu poderia fazer isso - disse Liza, olhando para a empregada.
- Oh, não, querida! - exclamou Bonnie. - Nick não gostaria disso.
A amiga olhou para ela curiosa.
- Por que o dr. Hathaway seria contra? Seria maravilhoso se sua sobrinha viesse. Qual o seu nome, querida?
Liza teve de pensar rápido. Ela e Bonnie não pensaram num nome ao inventar a história.
- Hã, Liza. Liza Brown.
- Eu não sabia que você tinha Brown na família, Bonnie - disse a mulher.
Liza respondeu antes que Bonnie pudesse abrir a boca.
- Não, mas eu, ah, fui casada por um breve período - disse Liza.
- Oh, claro. Fico surpresa por ter mantido o nome - disse a mulher. Sorrindo, continuou: - Então posso dizer a minha filha que você estará lá pela manhã?
- Sim, se eu puder chegar às nove. Não há como chegar antes.
- E terei de ir buscá-la às quatro e meia - disse Bonnie rapidamente. - Então sua filha talvez queira arranjar outra pessoa que possa ficar mais tempo.
- Ela está tão desesperada que pegará qualquer pessoa - disse a mulher. - E você Bonnie? Também quer ajudar?
- Talvez eu devesse - balbuciou, fitando Liza - Assim posso, ajudar com algo.
- Que bom! Ligo para vocês esta noite depois que falar com minha filha. - A mulher se foi.
- Nick vai nos matar! - sussurrou Bonnie.
- Não vamos contar para ele, Bonnie. Você pode dizer que está ajudando lá e eu, você sabe, não posso atender o telefone. Ele nunca saberá.
- Mas, Liza, e se alguém lhe reconhecer?
- Não sou assim tão famosa. Além disso, as únicas pessoas de quem tenho de me esconder não estão aqui no momento. E certamente não procurariam por mim em uma creche. Ficarei bem, você vai ver.
- Espero muito que sim - disse Bonnie, suspirando.
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