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Monday, December 20, 2010

Judy Christenberry THE DOCTOR Delivers p.13

Treze

Quando Nick chegou em casa naquela noite, percebeu que as duas estavam muito nervosas. Bonnie não o olhava nos olhos, o que era um mau sinal.
- O que houve? - perguntou, observando-as.
A empregada deu um pulo, como se ele a tivesse as­sustado e disse:
- Nada.
Liza sorriu para ele e correu para abraçá-lo e beijá-lo. Logo foi distraído pela proximidade de Liza, mas lem­brou-se de mais tarde chamar Bonnie para conversar a sós.
- O jantar estará pronto em meia hora se você quiser, você sabe, ficar a sós com Liza - disse Bonnie, ainda sem olhar para ele.
Mas Nick iria se preocupar com isso mais tarde. No momento, não podia pensar em nada além de Liza.
- Boa idéia, Bonnie. - Pegou Liza pela mão e saiu da cozinha.
- Espere um minuto! - disse Liza. Nick olhou para ela.
- Mas você não quer... conversar? Liza sorriu.
- Claro que sim, mas é bom ser consultada antes. Você está ficando muito mimado.
- Oh, você acha mesmo? - perguntou ele erguendo as sobrancelhas ao puxá-la novamente. Mas Liza estava cer­ta. Ele ficara mesmo mimado. Tê-la por perto quando che­gava em casa, passar as noites com ela... estava mimado mesmo e esperava continuar assim pelo resto da vida.
O pensamento lhe pegou de surpresa. Liza estava mais certa do que pensava. Ela o convencera com seu charme a não querer ficar sozinho. Nick não podia imaginar a vida sem ela. Sem se dar conta, ele olhava para o futuro com um sorriso no rosto. Pela primeira vez em anos.
Ainda não dissera a Liza que a amava. Não queria difi­cultar a vida dela agora. Liza tinha muitas coisas a resol­ver. Mas ele ainda falaria. Não estava disposto a deixá-la partir. Abaixou a cabeça e sussurrou um convite no ouvi­do dela que a deixou ruborizada.
Bonnie deu um risinho, parecendo mais normal.
- Querida, é melhor tirá-lo daqui antes que eu fique embaraçada.
Liza fez como Bonnie sugeriu e agarrou a mão de Nick. Ele não hesitou em segui-la. Jamais hesitaria.
Na sala, com a porta fechada, Nick a puxou para perto.
- Preciso pedir permissão para beijá-la?
A resposta dela foi cobrir os lábios dele de beijos.
Na manhã seguinte, quando Nick partia para o traba­lho, Bonnie disse:
- Oh, Nick, estarei fora o dia todo hoje. Estou ajudan­do uma amiga. Então, se telefonar e ninguém atender, não se preocupe.
Liza fingiu manter os olhos fixos nos ovos mexidos, mas ficou tensa esperando pela resposta de Nick. Ela e Bonnie haviam conversado sobre o melhor momento de avisá-lo. Decidiram esperar até que ele estivesse saindo pela porta.
- Que amiga? - perguntou ele ao colocar suas coisas no carro.
- Marge Joyner.
- O que houve com Marge.
- Nada - disse Bonnie.
- Mas ela não trabalha. Sua filha... - ele parou e fran­ziu a testa. - Fiquei sabendo que a creche precisava de ajuda. É isso o que estará fazendo?
- Sim. Eu disse que ajudaria hoje.
Nick se virou para Liza.
- Você ficará bem sozinha?
Liza ergueu uma sobrancelha.
- Claro. Não atenderei a porta ou o telefone. Vou apro­veitar para escrever.
Ainda franzindo a testa, Nick se inclinou para beijá-la.
- Tudo bem, mas tome cuidado.
- Tomarei.
Quando partiu, as duas permaneceram quietas até ou­virem o carro sair da garagem. Em seguida, Bonnie disse:
- Meu Deus, Liza, achei que fosse confessar tudo an­tes que ele saísse. Estou velha demais para isso.
- Sinto muito, Bonnie, mas... mas quero tanto que as coisas voltem ao normal, e acho que não há perigo no que estamos fazendo.
- Eu sei, querida. Eu não teria concordado se achasse que haveria perigo. O médico tende a ser um pouco caute­loso demais.
- Eu sei. Vou subir para colocar a peruca. Acho que não tem problema se chegarmos lá um pouco mais cedo.
- Também acho. Creio que seremos recebidas de bra­ços abertos.
E foram. Liza olhou pela sala repleta de crianças, com brilho nos olhos.
- Oh, Bonnie, elas não são adoráveis?
- São mesmo. Tenho torcido para que Nick... digo, sentirei como uma avó se Nick... bem, sim, são muito ado­ráveis.
Uma mulher apenas alguns anos mais velha do que Liza se aproximou.
- Oh, sra. Allen e Liza, correto? Estou muito grata por terem vindo. Mamãe está aqui, mas tive de enviar a única trabalhadora para casa há poucos minutos. Essa epidemia está me matando!
- Diga-nos o que precisa ser feito - disse Bonnie, ao colocar a bolsa em uma estante. Liza fez o mesmo.
Logo, ambas estavam brincando com as crianças, or­ganizando jogos ou supervisionando uma atividade de gru­po. Liza adorava tudo aquilo.
Depois de almoçarem sanduíches de creme de amen­doim e geléia, chegou a hora do cochilo das crianças, ex­ceto para uma menininha de cerca de 18 meses que não parou de chorar. Liza se ofereceu para embalar o bebê para que não acordasse as outras crianças.
Sentada em uma das cadeiras de balanço, Liza tinha o bebê no colo. Uma mãozinha tentou agarrar os cabelos louros dela. Liza tentou removê-las, mas a menininha pareceu feliz em apenas segurá-lo. Liza relaxou e se recostou na cadeira, balançando-a.
A gerente da creche a fitou surpresa e Liza começou a cantarolar. Não lhe ocorreu que sua voz pudesse ser reco­nhecida.
Quando o bebê começava a dormir, a porta da creche se abriu e dois homens entraram, um deles carregava uma câmera de um canal de TV local.
Liza procurou por Bonnie, querendo saber o que esta­va acontecendo. Ao fazer isso, o bebê acordou e começou a chorar novamente... e puxou a peruca.
Uma confusão se instaurou quando os dois reconhece­ram Liza de imediato. A câmera estava ligada e logo foi apontada para ela. O repórter começou a fazer perguntas. Liza tentou confortar o bebê e colocou a peruca de volta, ignorando o repórter.
Bonnie correu para o lado dela e disse aos homens para pararem de filmar.
Eles continuaram.
- Por favor, vocês não entendem! - disse Liza. - Estão assustando o bebê.
Dentro de segundos, as outras crianças acordaram e algumas começaram a chorar. Marge, a amiga de Bonnie, também tentou tirar os homens dali.
- Vamos depois que a srta. Colton nos der uma entre­vista - disse o repórter. - Viemos fazer uma filmagem sobre a epidemia de gripe, mas essa história é muito me­lhor.
Liza teve vontade de chorar de frustração, mas tentou manter a compostura. Infelizmente, não teve escolha. Além do quê, eram repórteres locais. Ninguém que pudesse lhe fazer mal assistiria à entrevista.
- Tudo bem, mas só uma entrevista breve - disse ela. Entregou o bebê que chorava para Bonnie. - Lá no corre­dor - disse à equipe de filmagem. - Vocês estão incomo­dando as crianças.
Quando retornou à creche em poucos minutos, a or­dem já se havia instaurado e pediu desculpas à diretora pelo incômodo.
- Tudo bem. Espero que possa ficar. Eu não pediria, mas é que não tenho mais ninguém, srta. Colton.
- Claro que posso. - Eles jamais iriam ao ar antes das seis.
Bonnie correu para o lado dela.
- Tudo bem? Eles prometeram guardar segredo do seu paradeiro?
- Claro que não, mas não contei onde estou hospeda­da e temos tempo suficiente para avisar Nick.
- Oh, Deus! Ele vai nos matar!
Liza se deu conta do quanto não havia entendido a si­tuação quando tentou sair com Bonnie às quatro e meia. Com a peruca loura, ela e a empregada saíram no corredor e viram o mesmo repórter e o câmera esperando por ela.
- Srta. Colton, preciso lhe fazer outras perguntas. A editoria de eventos quer mais informações.
Liza fitou o homem, com um microfone enfiado em­baixo do nariz.
- Você já conseguiu a entrevista para o seu canal local.
- Sim, mas não sabia que eles estariam interessados. Estão oferecendo muito dinheiro para descobrirmos onde você está escondida! - sorriu entusiasmado, obviamente esperando que ela ficasse animada com aquela informação.
- Não - disse Liza com firmeza, e tentou se afastar.
- Pare com isso, srta. Colton. Vamos segui-la se não cooperar.
A verdade dessa afirmação acertou-a em cheio. Seu porto seguro estava perdido. E se a notícia saísse de Saratoga Springs, certamente seria vista pelas pessoas erradas. Talvez até mesmo colocasse Nick e Bonnie em apuros.
Ela não queria fazer isso.
Seus olhos se encheram de lágrimas.
- Darei a você uma breve entrevista se me seguir até o aeroporto.
- Você não vai dizer a mais ninguém, vai? - o rapaz com a câmera respondeu.
- Não, pode deixar - prometeu, mesmo sentindo Bon­nie apertar seu braço.
- Então a levaremos até o aeroporto - disse o repórter.
Liza se deu conta de que eles não a deixariam sair de suas vistas e decidiu fazer bom uso daquilo.
- Obrigada. Se me der um minuto, preciso dizer àque­la moça que não voltarei amanhã.
Depois que os dois concordaram, Liza empurrou Bon­nie para dentro da creche e fechou a porta.
- Você não vai embora, vai querida? - disse Bonnie desesperada.
- Não tenho escolha. Se essa história for ao ar em cadeia nacional, posso pôr você e Nick em perigo. Preci­so ir.
- Sem nem ao menos dizer adeus a Nick? - perguntou Bonnie, descrente.
- Não tenho escolha, Bonnie. Diga a ele que... é tudo minha culpa. Você tentou me convencer a não vir aqui hoje. E... - Quis dizer muitas coisas, mas não pôde. - Diga a ele muito obrigada. - Abraçou Bonnie, sentindo como se estivesse deixando a mãe para trás.
E saiu da sala, deixando Bonnie com os olhos mareja­dos.
Nick saiu do consultório mais cedo, pois tinha um pa­ciente no hospital que precisava ser checado. Pensou so­bre Bonnie estar trabalhando lá e achou que seria uma boa idéia ir vê-la. Sorriu. Talvez a empregada estivesse desco­brindo que gostava de crianças e ficaria entusiasmada quan­do ele convencesse Liza a ficar e ter um futuro com ele, cheio de filhos. Sorriu mais uma vez e correu para o paci­ente, doido para voltar para Liza.
Quando chegou à creche, abriu a porta. Havia apenas mais algumas crianças aguardando pelos pais. Mas o que lhe prendeu a atenção de imediato foi ver Bonnie sentada numa cadeira de balanço, chorando, enquanto outra moça a consolava.
- Bonnie, o que houve?
- Oh, Nick, sinto muito! Achei que não fosse haver problemas, mas a peruca saiu e aqueles repórteres parti­ram para cima dela. Ela disse que ficaria bem, que nin­guém perceberia, mas... mas eles venderam a história para a TV nacional... e Liza foi embora!
O coração de Nick quase parou. Não podia acreditar. Ela não iria embora sem falar com ele. Além do quê, era para ela estar em casa.
- Claro que ela não foi embora, Bonnie. Está em casa. Bonnie balançou a cabeça com tristeza.
- Mas... mas ela veio para cá? Bonnie fez que sim com a cabeça.
- Ela não iria embora. Provavelmente, estava tentan­do despistar a todos. Estará em casa esperando por nós. Vamos logo. Ela deve estar assustada.
Pegou Bonnie pela mão e a tirou da creche.
Colocou-a no carro e saiu apressado do estacionamento, rezando para estar certo de que Liza estaria mesmo espe­rando por eles.
Era a única maneira de não se desfazer em pedaços.
Para desgosto do repórter, a única informação que Liza lhe deu foi que gostara bastante do hotel. Ela deduziu que isso até ajudaria o hotel como propaganda. Usou o cartão de crédito para comprar uma passagem para Nova York e recusou qualquer outra pergunta. Em seguida desapare­ceu na área VIP até que o vôo fosse chamado.
O pessoal da empresa aérea embarcou todos os outros passageiros no avião e no último minuto Liza embarcou.
Ainda bem que havia levado a bolsa consigo para a creche. Pensara em deixá-la na casa de Nick, achando que não fosse precisar, mas algo fez com que mudasse de idéia no último minuto.
Quando o breve vôo até Nova York terminou, Liza pegou a bagagem que enviara quando tinha sido para a casa de Nick e pegou um táxi rapidamente para ir embora.
Foi direto ao apartamento, cumprimentou o porteiro e pediu desculpas por não poder responder a qualquer per­gunta. No apartamento, averiguou tudo. Em seguida, pe­gou alguns pertences e a peruca que sua mãe insistira que comprasse quando havia cortado o cabelo. Era mais ou menos da cor natural do seu cabelo, porém mais longa. Liza fez uma trança porém para diminuir o volume.
De calça jeans e camiseta, esperava poder desaparecer na multidão. Seu banco ficava próximo dali. Conseguiu chegar lá antes que fechasse e sacou uma enorme quanti­dade de dinheiro.
Logo em seguida, registrou-se em um hotel modesto, usando o nome Liza Bonney. Ao entrar no quarto, deu uma gorjeta ao carregador de malas e trancou a porta.
E então caiu na cama e derramou as lágrimas que se­gurara desde que partira de Saratoga Springs. Lágrimas que lamentavam a partida, a perda de Nick, de Bonnie e tudo o mais que importava.
Nick ficou furioso.
Liza não estava em casa esperando por ele. Correndo ao seu encontro com os lábios prontos para um beijo.
Bonnie confessou em prantos o que havia acontecido. Nick não podia ficar bravo com ela. Bonnie cometera erros, mas Liza insistira. Até mesmo Nick não era muito bom em resistir aos apelos de Liza, e Bonnie não entendia mui­to bem a situação. Ele deveria tê-la deixado a par de tudo.
Mas Liza... ela sabia. Arriscou o que tinham, sabendo do perigo. Sabendo o quanto ele... ela devia ter sabido o quanto ele a amava. E destruiu tudo.
Quando a raiva passou, a dor no coração tomou conta. E o medo? Queria saber se ela estava segura. Queria saber onde encontrá-la. Telefonou para o apartamento dela e deixou uma mensagem para ela pedindo que telefonasse.
O sono não veio fácil naquela noite. Quando se levan­tou para ir para o consultório, não pôde deixar de lembrar de Liza ao seu lado. Seus produtos de beleza ainda esta­vam no banheiro dele. O cheiro dela ainda estava em seus lençóis.
Bonnie não conseguia olhá-lo nos olhos, assim como no dia anterior. Só que dessa vez não havia mistério. Ele sabia o que estava acontecendo.
- Bonnie, a culpa não é sua - disse ele. - Eu não lhe avisei da... da seriedade da situação.
- Mas eu sabia que você não ia gostar - disse ela, cho­ramingando.
Nick balançou a cabeça.
- E gostaria... talvez eu seja um pouco autoritário. Deveria ter dito a verdade a você para que pudesse tomar a decisão certa, em vez de esperar por obediência absolu­ta. Então divido com você a culpa. Não se preocupe. Va­mos encontrá-la. Ela estará segura.
Nick não quis tomar café-da-manhã e logo saiu, espe­rando que o trabalho o ajudasse a tirar Liza da sua mente. Falara com o detetive Ramsey na noite passada e o polici­al lhe prometera contar se tivesse notícias de Liza.
Por não ter tomado café-da-manhã, chegou no consul­tório meia hora mais cedo, deixando sua equipe surpresa.
- Oh, doutor - disse a enfermeira ao vê-lo entrar. Cor­reu até o consultório dele. - Você acabou de perder um telefonema da srta. Colton!
- Onde ela está? Deixou um número?
- Não, senhor. Pediu para dizer que estava bem, só isso.
- Que droga, Missy, por que você não pediu um nú­mero? - gritou Nick. A expressão de assustada no rosto da enfermeira o trouxe de volta à realidade. - Desculpe, Mis­sy, eu... fiquei preocupado com ela.
- Sim, senhor. Você sabia que ela ainda estava aqui? Eu não fazia idéia. Não posso acreditar que ela tenha ficado no hotel sem dizer nada a ninguém. Tem uma matéria enorme na folha de rosto do jornal. Você sabia?
Nick quis gritar sim, sabia. Ela era dele. Estivera em sua casa, em seus braços, em sua cama. Mas não podia. Isso seria tolice.
- Hã, não. Vi Liza no hotel. Só isso.
- Que legal! - suspirou a enfermeira. - Eu sabia que ela não podia ter ficado com você, senão você teria conse­guido um autógrafo dela para mim. Bem, talvez ela volte e eu tenha outra chance.
- Espero que sim - disse Nick. Em seguida pegou a lista de pacientes para a manhã, esperando que Missy se tocasse. Quando ela saiu, ele telefonou para o detetive Ramsey.
- Ficou sabendo de algo? - logo perguntou.
- Não, e você?
- Ela ligou para o meu consultório antes que eu che­gasse. Disse que estava bem, mas não deixou um número.
- A polícia de Nova York foi ao apartamento dela. O porteiro disse que ela apareceu rapidamente por lá. Mas não a viu sair. Havia sinais de que passara rapidamente ali para pegar algumas coisas, mas não estava em casa.
Nick suspirou frustrado.
- Você acha que aquele homem vai voltar?
- Acho. A polícia está vigiando o apartamento.
- Ótimo. Mantenha-me informado — disse ele antes de desligar.
Nick ficou com o olhar perdido no consultório. Não pretendia deixar que Liza partisse. Acreditava que podia mantê-la por perto para protegê-la, para tê-la para sempre. Mas num piscar de olhos ela sumiu.
Com mais um suspiro, ligou para Bonnie. Sabia que ela estava preocupada. Tinha que contar a ela que Liza telefonara.
- Mas por que ela não ligou para cá? - perguntou Bonnie com a voz embargada.
- Por que não queria que soubéssemos onde estava - respondeu ele, infeliz por admitir aquilo em voz alta. - Bonnie, ela está segura. Não é estúpida. Ela sabe a gravi­dade da situação.
- Sinto falta dela - disse Bonnie.
- É, eu também. - E desligou. Sente falta dela? Que absurdo. Ele tinha até dificuldade em respirar ali sem ela.
Achava que amava Daphne quando se casou. Mas não a amara nem a metade do quanto amava Liza. Quando o casamento azedou, não dava a mínima para a ex-mulher.
Mas sabia que sentiria saudades de Liza pelo resto da vida. Por alguns dias, aquele sonho de uma família feliz se acendeu com toda força em seu coração.
Mas com Liza longe dali esse sonho já era.
Não haveria ninguém mais além dela.

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