All content in this blog are under copyright and they are here for reference and information only. Administration of this blog does not receiveany material benefits and is not responsible for their content.

Friday, December 17, 2010

Кейси Майклс - любимые Лобо - нарушителя в Эдеме P.06

CAPÍTULO 6
Sophie despertou lentamente; um sorriso dançava em seus lábios enquanto se encolhia sob os lençóis e tentava aferrar-se a aquele sonho fantástico no qual se sentia tão querida e desejada. River estava com ela, seu Riv, a pessoa a que tinha amado como menino e como homem.
Ele a abraçava, beijava-a e a arrastava até o mais alto, deixando que os envolvessem as chamas do desejo... até que por fim teve lugar a liberação do prazer, uma explosão simultânea que não se parecia com nada o que Sophie tinha experimentado. Era como uma viagem à lua, às estrelas. E sempre rodeada pelos braços de River, sentindo como se fundiam seus corpos; sentindo-o profundamente em seu interior, enchendo-a, explorando com ela. Tinha sido um momento roubado, um sonho no qual seu lobo solitário ia procurá-la, e a amava...
Sophie abriu os olhos bruscamente, sentou-se na cama e passou a mão pelo cabelo.
Não tinha sido um sonho. Tinha acontecido de verdade.
— Oh, Meu deus, o que fiz? — gemeu, deixando-se cair de novo contra o travesseiro. — Riv, que demônios fizemos?
Levou as mãos ao peito, tentando controlar os batimentos de seu coração e pensar racionalmente naquela situação irracional.
— Estava completamente fora de controle — se disse a si mesmo em um rouco sussurro. — Em que demônios estava pensando?
Mas essa era precisamente a questão. Não estava pensando, e não queria que River pensasse. Tinha sido golpeada, ferida. Estava marcada por uma horrível cicatriz. Precisava sentir-se desejável, necessitava que alguém a abraçasse, que lhe dissesse que era bonita, que lhe demonstrassem que ainda podia ter uma vida, que ainda podia ter um sonho.
Havia dito a si mesma que queria aproximar-se dos estábulos para ver os cavalos, para se afastar um momento da família, para estar sozinha. Mas tinha mentido.
Tinha ido aos estábulos para ver River. Para desafogar nele suas frustrações e seus medos, seu aborrecimento e seu desespero. Ao fim e ao cabo, não era isso o que tinha feito sempre?
Sim, tinha-o utilizado. Tinha-o utilizado vergonhosamente. Tinha chorado sobre seu ombro, se apegado a ele e tinha utilizado seu corpo para tentá-lo, serviu-se de suas lembranças para persuadi-lo, para lhe fazer sentir-se obrigado a fazer algo para secar suas lágrimas, para sanar sua dor.
Como devia odiá-la aquela manhã. E que justificado era seu ódio.
A própria Sophie odiava a si mesmo.
— Embora essa notícia tampouco seja de todo nova — se disse, sacudindo a cabeça. — Você foi sua pior inimiga a muito tempo, não é? Pobre Sophie. Pobre estúpida.
Uma chamada à porta a sobressaltou, lhe fazendo pôr fim a aquela dose de autocompaixão. Pestanejou surpreendida e se voltou aterrada para a porta. Seria River? Sua mãe, possivelmente? Não queria enfrentar a nenhum deles.
— Sim? Quem é?
O trinco se moveu e a porta se abriu lentamente. Emily Blair Colton apareceu com sua cabeça castanha avermelhada no quarto.
— Posso entrar? Não queriam que te despertasse, mas já é quase meio-dia, sabe?
— Eu... ontem me deitei tarde — respondeu Sophie, observando sua irmã entrar no quarto.
Emily tinha oito anos a menos que ela e tinha sido adotada por Meredith e por Joe quando ainda era um bebê. Um bebê precioso, de cachos ruivos e rosto risonho. Todo mundo estava encantado com ela. Aos onze anos, Emily tinha sofrido aquele acidente de carro com Meredith e era ela a que parecia mais afetada pelo ocorrido. Não fisicamente, posto que as feridas tinham sido muito leves. Mas algo tinha ocorrido aquele dia. Algo que tinha afetado seriamente a Meredith e a Emily.
O mesmo, de fato, que tinha afetado a toda a família Colton durante os anos que tinham acontecido ao acidente. Desde que Meredith tinha mudado, convertendo-se em uma mulher distante, estranha, a alegre vida do rancho se transformou em uma existência fria e escura.
Emily tinha crescido desde então; o vermelho aceso de seus cachos se transformou em uma juba castanha avermelhada que caía brandamente até seus ombros. Ainda tinha uns enormes olhos azuis e conservava a mesma beleza e doçura no rosto, ao igual às covinhas que adornavam suas bochechas. Mas tinha crescido, e toda ela tinha mudado.
— Sim — disse Emily, sentando-se na ponta da cama. — Suponho que ontem te deitou tarde, porque passei duas vezes por seu quarto, bati na porta e não respondeu. Senti sua falta no jantar. Todos sentimos sua falta.
— Todos, Emily? Não sei por que o duvido.
— Refere-se a mamãe, não?
— Parabéns, Em. Passou pela rodada das preliminares e entrou diretamente na final. E agora, quer saber quem se esconde depois da porta número dois? — perguntou Sophie.
Elevou deliberadamente o queixo, jogou o cabelo para trás e voltou a bochecha esquerda para sua irmã.
Emily se tinha feito adulta em muitos sentidos, mas com apenas dezenove anos freqüentemente continuava dizendo exatamente o que pensava.
— Oh, vá. Fez-te uma boa cicatriz, né?
Sophie jogou o cabelo para frente, desejando o ter mais comprido para que cobrisse todo seu rosto.
— Sim, Em, fez-me uma cicatriz horrível.
— Maldita seja, Sophie. Sinto-o tanto... — desculpou-se rapidamente Emily. — Não queria dizer isso. Não é tão horrível. Não é horrível absolutamente. E papai diz que logo lhe farão uma operação de cirurgia plástica. O que acontece é que não esperava que fosse tão cumprida... Esse homem poderia te haver matado. Deve ter tido muito medo...
— Se quiser que te diga a verdade, Emily, acredito que estava muito zangada para estar assustada. Isso chegou depois, quando já me senti a salvo. Depois do ocorrido, bom, foi como se minha vida inteira se fizesse pedaços.
Emily assentiu.
— Rompeu com o Chet, sim, já me inteirei. E pediste demissão em sua empresa. Mas se quer saber a verdade, para mim as duas são boas notícias.
Sophie sorriu com pesar.
— Alegra-te de que tenha rompido com Chet? De verdade?
Emily sempre tinha sido uma das pessoas mais sinceras que Sophie conhecia e estava segura de que não ia desiludi-la lhe respondendo com evasivas.
— Sim, Sophie, de verdade. Estará muito melhor com o River, todo mundo sabe.
De acordo, Emily não a tinha desiludido. Inclusive tinha conseguido surpreendê-la.
— Com o River? E diz que todo mundo sabe?
Emily assentiu e continuou lhe explicando:
— Claro que sim. Deveria havê-lo visto no dia em que Chet e você anunciaram seu compromisso, durante a festa de Natal. Jogou tudo que estava na frente e se foi às montanhas durante mais de uma semana, sem dizer a ninguém quando ia voltar. Ines me contou que tinha feito o mesmo quando você partiu para a universidade. Grunhia sem cessar e, quando alguém lhe perguntava o que lhe passava, dizia que se metesse em seus malditos assuntos.
Sophie se esticou ligeiramente sobre a cama.
— River não gosta de perder, isso é tudo. Acredito que preferiria me haver tido seguindo-o a todas as partes, olhando-o com olhos de cordeiro apaixonado. Isso é tudo. E, me deixe que te diga, isso está muito longe do tipo de amor do qual você está falando.
Emily se encolheu de ombros.
— Se você o disser, Soph — disse, e trocou de assunto. — Ouviste falar da festa? Mamãe quer organizar uma festa de aniversário para papai. A papai não faz nenhuma graça, mas mamãe passa o dia sonhando com a festa, planejando menus, contratando orquestras e coisas desse tipo. E a única coisa que diz papai é que ele pensava que só teria que voltar a colocar um smoking no dia que se casasse algum de seus filhos.
— Pobre papai — Sophie sacudiu a cabeça. — Como pôde convencê-lo para que faça algo assim? Espera, não me responda, já sei. Uma vez mais, papai tem descoberto que é mais fácil ceder, é isso?
— Sim, essa é a história de nossas vidas, pelo menos durante a última década — se mostrou de acordo Emily.
— A mamãe boa e a mamãe má, pardalzinho — repetiu Sophie silenciosamente, e suspirou.
— Ou para ser mais precisa, a mamãe boa e a mamãe horrível. Sim, e eu gostaria de não haver-lhe dito nunca a ninguém. Mas, bom, só tinha onze anos então. A única coisa que sabia era que me tinha despertado e tinha visto as duas, e depois tudo foi uma loucura. Não deixava que mamãe entrasse em meu quarto, não deixava que me tocasse. Mais tarde chegaram esses horripilantes pesadelos. Sim, tem razão, mamãe estava acostumada a me chamar de pardalzinho, mas seu pardalzinho se transformou em uma hiena. Devia ser insuportável, sabe? Ainda tenho pesadelos, mais agora que quando era pequena, de fato. E mamãe sabe.
— Ainda, Emily? Oh, quanto o sinto — Sophie se levantou da cama, aproximou-se de sua irmã e posou a mão em seu braço. — Mas isso não justifica que mamãe se separasse de seu lado, praticamente te tirou de sua vida. Embora na realidade não tenha sido só a ti a que afastou, foi ela a que se afastou de todos nós. Quando retornei depois do primeiro semestre na universidade, foi como se tivesse vindo a uma casa completamente diferente. Papai estava tão distante como depois da morte de Michael, mamãe sempre estava em alguma outra parte, ou fazendo compras, ou celebrando festas... Até que nos a perdemos, não me dava conta de quão importante tinha sido mamãe para todos nós.
— Se foi sem necessidade de partir — confirmou Emily, sacudiu a cabeça e tomou ar. — Mas essa não é a razão pela qual estou aqui. Vim para te dizer que Ines preparou um buffet no jardim e espera que estejamos todos lá e com bom apetite, — olhou o relógio que levava no pulso — dentro de quinze minutos. Assim ande depressa, Sophie. Porque esta refeição não vai perder. E caso te ocorra perder subiremos todos e a atiraremos a porta abaixo.
— De acordo, convenceste-me — disse Sophie, rindo, enquanto se levantava da cama e se aproximava da cômoda para procurar roupa limpa. — Quem vai estar?
Emily começou a contar com os dedos da mão.
— Virá Drake, que utiliza qualquer desculpa para aproximar-se da filha de Ines, Maia, quando está em casa, embora se supõe que ninguém deva notá-lo. Mas, confia em mim, Ines o notou e não lhe faz nenhuma graça. Sobretudo porque cada vez que se supõe que vai passar uma temporada em casa, as Forças Especiais o enviam a uma de suas missões secretas. Também estará Rand, que traz alguns documentos para que papai assine. E Amber, que decidiu que quer se dedicar a ajudar no rancho Hopechest agora que mamãe se dedica a gastar o dinheiro de papai. E virá também... Não, River saiu muito cedo esta manhã, para ir ver uma égua do rancho vizinho. Assim já não virá ninguém mais. Bom, sim, Liza. Veio a nos fazer uma visita antes de começar uma turnê que pelo visto não quer muito fazer. Em qualquer caso, com a voz tão maravilhosa que tem, seria um crime esconder um talento como o seu, não é? Ah, e queremos ir ao Salão de Prosperino depois de comer. Gostaria de vir conosco?
— Não, obrigada, Em. Agora quero deixar o cabelo comprido —respondeu Sophie, enquanto tirava do armário uma saia verde lima e uma blusa. — E me diga, Liza veio sozinha, ou estão também o tio Graham e a tia Cynthia?
— Vá, nota-se que não vem em casa muito freqüentemente, né? O tio Graham e a tia Cynthia no mesmo lugar? Impossível, Soph. Além disso, embora sempre ignoraram Liza e Jackson, agora as coisas mudaram, pelo menos para Liza. Evita a seus pais como se fossem uma praga. A tia Cynthia porque sempre está tentando controlar sua carreira, mas, sobre tudo, evita ao tio Graham. O tio se comporta como se estivesse desiludido com ela. Embora a verdade é que Liza não fala muito desse tema.
— O irmão de papai nunca foi um homem muito paternal. E me parece uma pena. Não acha que já seja mais que suficiente que nosso ramo da família Colton esteja tão dividida? De qualquer forma, me alegro de que Liza tenha a ti. E de que você tenha a Liza.
— Sim — respondeu Emily. Abandonou a cama e deu a sua irmã um beijo na bochecha. — É como a irmã mais velha que nunca tive.
— Ei, você... — arreganhou-a Sophie, golpeando-a brandamente com a saia e a blusa. — É minha irmã menor. Assim tinha todo o direito do mundo a te ignorar assim que começou a crescer e deixou de ser um bebê precioso e sorridente. Ou acaso tenho que esquecer todas as vezes que me tirou a maquiagem? Ou de quando contou ao River que tinha escrito seu nome mais de cinqüenta vezes em meu diário?
Emily soltou uma gargalhada e levou a mão à orelha, fingindo estar ouvindo algo.
— Ouviste isso? Ines está dizendo que ela não cozinha por gosto, que cozinha porque espera que a gente coma. Vamos. Nos vemos daqui a pouco?
— Sim, daqui a pouco — respondeu Sophie, dirigindo-se ao banheiro de seu quarto.
Uma vez no interior da ducha, jogou a cabeça para trás, para evitar a ardência provocada pela água sobre a cicatriz, e deixou que a água descesse por seu corpo. Aquele corpo que River havia meio tocado, beijado. O corpo que River tinha despertado.
Sentia-se tão viva... Mas, ao mesmo tempo, tão morta por dentro, que era onde realmente importava. Procurou o sabão líquido e a esponja e se esfregou rapidamente, tentando esquecer que River a tinha marcado para sempre, que tinha mudado para sempre sua vida.

River sujeitava com mãos peritas as rédeas enquanto guiava seus arreios através de uma série de atalhos que descendiam pelos escarpados e os afloramentos de rochas que bordeavam a praia. Desmontou ao cabo de um momento, quando encontrou uma rocha suficientemente larga para poder prender as rédeas e evitar que o cavalo se afastasse. Uma vez ali, sentou-se no chão, olhando para as ondas que estalavam a seus pés, levantando uma espuma branca que tinha estado batendo naquela praia desde o começo dos tempos.
Estava sentado em uma rocha que muitos anos atrás, durante seus primeiros dias no rancho, tinha declarado como dele. Com as costas apoiada na rocha, deixou cair o braço sobre o joelho, jogou o chapéu para trás e tentou fixar o olhar nas ondas. Naquele mar que às vezes se enfurecia e levantava umas ondas cinzas e ameaçadoras que, coroadas por uma auréola de espuma branca, estrelavam-se furiosas contra as rochas. Mas o oceano também sabia ficar tranqüilo, calmo, acolhedor. E estivesse como estivesse, o mar era uma promessa. Uma promessa que sempre estaria ali, movendo-se com firmeza contra o tempo e o mar, dobrando-se só aos caprichos da lua.
River elevou o olhar para o céu, um céu imenso e espaçoso, mais azul que o próprio azul, com um sol radiante que começava a inclinar-se para o horizonte.
River nunca tinha levado ninguém àquele lugar. Nem sequer Sophie. De fato, tinha evitado mostrar-lhe especialmente a Sophie quando eram mais jovens. Aquele era o único lugar em que podia ir sem que ela o seguisse, o único lugar a salvo de sua insistência. Tinha sido o lugar no qual escondia seu afeto e um ego continuamente cheio pela perseguição constante de Sophie. Nele ocultava também seu amor por sua irmã mais nova, um sentimento que com o tempo se converteu em um algo tão profundo como perigoso.
As gaivotas voavam em círculo sobre sua cabeça. Pareciam estar rindo dele por acreditar-se a salvo naquele lugar. Não, River não estava a salvo naquele lugar, não estava a salvo em nenhuma parte. E provavelmente não voltaria a estar em muito, muito tempo.
Amava Sophie. Amava-a, adorava-a, desejava-a e a necessitava mais que ao ar que respirava. Tinha-a amado durante muito tempo. E também tinha negado aquele amor durante anos. Mas tinha que enfrentar os fatos.
Amava-a. E tinha feito amor com ela.
De uma forma selvagem, imprudente, irresponsável.
Mas já não havia como voltar atrás.
— Não há como voltar atrás, — sussurrou contra o vento — mas tampouco me espera grande coisa adiante.
Recordava o rosto de Sophie enquanto se afastava na noite anterior. E a boca de Sophie, e os olhos de Sophie escondendo-se dele enquanto se vestia e se afastava mancando sem olhar para atrás. E ele o que fez? Nada. O que disse? Nada. Oh, sim, River James. Aquela vez sim que o tinha atirado tudo pela janela.

Sophie permanecia na borda do mesmo escarpado. A erva acariciava suas pernas nuas enquanto ela se apoiava na bengala depois de um comprido trajeto por rodovia. Não deveria ter ido de carro; o joelho ainda não estava em condições de submeter-se ao jogo dos pedais e tinha estado a ponto de derrubar-se e renunciar no momento no que se deu conta de que tinha que pisar no acelerador e o freio com o pé esquerdo.
Mas tinha que chegar, sabia que tinha que vê-lo... e sim, estava certa. River estava sentado nas rochas, perto da praia. Permanecia muito quieto, como um tipo de estátua viva, de costas para ela, de costas para o mundo, escrutinando o horizonte em busca de respostas às perguntas que só ele conhecia.
Sophie conhecia aquele lugar quase desde sempre. Tinha seguido River até ali em muitas ocasiões, mas nunca tinha descido pelo escarpado. Nunca tinha querido interromper sua solidão. Não sabia por que, posto que na realidade parecia ter convertido em um tipo de missão vital invadir todas as esferas da vida de River desde que este tinha ido viver no rancho. Mas, inclusive quando era muito mais jovem e impulsiva, Sophie tinha sido consciente de que aquele era um lugar especial, um canto privado.
O canto mais íntimo de River.
No que estaria pensando naquele momento? Que perguntas estaria fazendo ao sol, ao mar? Estaria pensando em deixar o rancho? Em deixar a ela? Estaria se castigando pelo que tinha ocorrido a noite anterior? Estaria culpando a si mesmo... ou estaria culpando a ela?
Durante a hora do almoço, seu pai a tinha informado que teria sessões de reabilitação três vezes por semana em Prosperino e de que River seria o encarregado de levá-la até lá. A primeira sessão estava programada para o dia seguinte. Sophie tinha protestado, havia dito que podia dirigir ela mesma, mas tinha sido inútil.
Seria esse o motivo pelo qual tinha decidido ir de carro até ali? Não, não era esse. Porque se o que queria era demonstrar que podia dirigir, podia ter ido a qualquer outra parte. Mas não, não tinha ido a nenhuma outra parte. Tinha ido diretamente ali, onde, intuitivamente, sabia que encontraria River, sentado frente ao mar, ensismado em seus pensamentos.
— Não vá, Riv — sussurrou. — Eu também pensava ir, escapar daqui. Mas não posso. Desta vez tenho que ficar. Tenho que enfrentar o que esta passando com mamãe e papai. Tenho que ficar aqui por Emily, por todos nós. E tenho que ficar por ti, embora você não me queira, embora te arrependa do que fizemos. Tenho que ficar, Riv, e também você. Temos que averiguar o que vai passar a seguir, não acha, Riv? Temos que saber o que vai ser de nós, se é que de verdade há um nós.

No comments: